segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA DA CIÊNCIA

     Realizado pelas alunas: Andressa Costa, Júlia Miranda, Sloana Lemos, Thais Lima.

            O que significa refletir sobre a História da ciência no âmbito do ensino?

Vive-se em uma sociedade de conhecimentos múltiplos e de aprendizado contínuo, na qual é importante que o estudante não seja sobrecarregado em informações, mas sim, estimulado a ter a capacidade de entendê-las, e torna-se apto a critica-las, para que possam analisar as diversas perspectivas, teorias e interpretações várias e criar seu próprio ponto de vista. Os alunos precisam aprender a aprender.
Dentro desse contexto: 
A educação tem por propósito maior a preparação dos indivíduos para a vida, capacitando-os para a realização pessoal e instrumentalizando-os para uma existência dignificante. De sua parte, o ensino da Ciência - compreendendo os preceitos da Ciência, Matemática e Tecnologia - deve ajudar os alunos a desenvolverem os conhecimentos e hábitos da mente imprescindíveis para a formação de cidadãos capazes de pensar criticamente e enfrentar os desafios da vida.  Deve também prover aos mesmos das condições necessárias para o pleno exercício da cidadania, visando a construção e defesa de uma sociedade justa e democrática.

Descrição do grupo de estudos sobre Educação Científica, Academia Brasileira de Ciências. (Acessado em 06 de fevereiro de 2014, em: http://www.abc.org.br/rubrique.php3?id_rubrique=89.)


O trecho acima só reforça a necessidade de preparar os estudantes para entender e usufruir do contínuo avanço tecnocientífico, permitindo que estes consigam identificar problemas e limites relacionados ao seu uso indevido. Vive-se, portanto, uma época de rupturas com modelos arcaicos de educação, sendo importante integrar o conhecimento específico de Ciências aos conhecimentos pedagógicos, numa visão dinâmica e holística, por meio de métodos interdisciplinares (PEREIRA et al., 2012).
O modelo de desenvolvimento capitalista estabelecido sobre uma profunda industrialização do processo produtivo, levou-nos por meio da cultura de massas ao culto do consumo desenfreado, o qual leva a sociedade a ignorar os custos sociais e ambientais desse desenvolvimento. Em decorrência disto, as problemáticas socioambientais associadas às novas formas de produção, passaram a ser mais discutidas e na medica em que impactam sobre o meio ambiente e à saúde das populações, passaram a ter presença nos currículos de Ciências Naturais, mesmo que com abordagens em diferentes níveis de profundidade (BRASIL, 1998).
No trecho a seguir retirado dos Parâmetros Curriculares Nacionais, de 5ª a 8ª séries (BRASIL, 1998) verificamos essa tendência.

No ensino de Ciências Naturais, a tendência conhecida desde os anos 80 como Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), que já se esboçara anteriormente e que é importante até os dias de hoje, é uma resposta àquela problemática. No âmbito da pedagogia geral, as discussões sobre as relações entre educação e sociedade se associaram a tendências progressistas, que no Brasil se organizaram em correntes importantes que influenciaram o ensino de Ciências Naturais, em paralelo à CTS, enfatizando conteúdos socialmente relevantes e processos de discussão coletiva de temas e problemas de significado e importância reais. Questionou-se tanto a abordagem quanto a organização dos conteúdos, identificando-se a necessidade de um ensino que integrasse os diferentes conteúdos, com um caráter também interdisciplinar, o que tem representado importante desafio para a didática da área.

Bizzo, 1999, destaca o impacto de diferentes pontos de vista sobre a questão do ensino de ciência nas escolas, seja a visão dos pais, professores, alunos, diretores, autores de livros didáticos, o que há em comum entre tantas perspectivas, é que, de um lado existe uma concepção de educação, a qual se propõem a fazer uma geração enfrentar o mundo que encontrará pela frente e de outro lado, há uma concepção do que é ciência, e de como essa expressão humana deve ser vista.  Dentro desse contexto, estes diferentes personagens defendem concepções de educação e ciências que têm sido objetos frequentes de controvérsias.
Chalmers, 1993, em seu livro intitulado “O que é Ciência afinal?” frequentemente se reporta a filosofia e a história da ciência como meios de esclarecimentos sobre a humanidade da ciência e consequentemente a sua falibilidade:
Alguns dos argumentos para defender a afirmação de que teorias científicas não podem ser conclusivamente provadas ou desaprovadas se baseiam amplamente em considerações filosóficas e lógicas. Outros são baseados em uma análise detalhada da história da ciência e das modernas teorias científicas.
Tem sido uma característica do desenvolvimento moderno nas teorias do método científico que uma atenção crescente venha sendo prestada à história da ciência. Um dos resultados embaraçosos para muitos filósofos da ciência é que esses episódios na história da ciência – comumente vistos como mais característicos de avanços importantes, quer as inovações de Galileu, Newton e Darwin, quer as de Einstein – não se realizaram através de nada semelhante aos métodos tipicamente descritos pelos filósofos.
Uma reação à percepção de que teorias científicas não podem ser conclusivamente provadas ou desaprovadas e de que as reconstruções dos filósofos guardam pouca semelhança com o que realmente ocorre na ciência é desistir de uma vez da ideia de que a ciência é uma atividade racional, que opera de acordo com algum método ou métodos especiais.
A ciência não tem características especiais que a tornem intrinsecamente superior a outros ramos do conhecimento tais como mitos antigos ou vodu. A ciência deve parte de sua alta estima ao fato de ser vista como a religião moderna, desempenhando um papel similar ao que desempenhou o cristianismo na Europa em eras antigas. E sugerido que a escolha entre teorias se reduz a opções determinadas por valores subjetivos e desejos dos indivíduos.

O Crescente interesse do ensino de ciências numa abordagem contextual e multidisciplinar fundamenta suas pesquisas nos componentes históricos, filosóficos, sociais e culturais da ciência (PRESTES e CALDEIRA, 2009). Os textos históricos nos permitem situar no tempo os cientistas e seus feitos, descrevendo seus estudos, suas pesquisas e suas descobertas. Assim, revelam que a ciência está em constante desenvolvimento e intrinsecamente ligada a expressão humana.
Martins e Ferreira, (s/d) apontam de que modo elementos históricos e filosóficos podem contribuir, teórica e metodologicamente, à aprendizagem de temas e conceitos da ciência:
·         A História e a Filosofia da Ciência auxiliam na compreensão dos conteúdos específicos;
·         A História e a Filosofia da Ciência auxiliam os professores a compreenderem as dificuldades de aprendizagem dos estudantes;
·         A História e a Filosofia da Ciência contribuem à fundamentação teórica da Didática das Ciências;



 Prestes e Caldeira, 2009, se referindo ao Projeto 2016, da AAAS (American Association for the Advancement of Science), falam que uma melhor compreensão da natureza da ciência é apresentada como a componente central da alfabetização científica, e que a História da Ciência seria uma das ferramentas mais adequadas para se atingir essa meta no ambiente escolar.
Michael Matthews, fundador da Science & Education, Periódico dedicado às abordagens históricas, filosóficas e sociológicas no ensino/aprendizagem de ciências e matemática, identifica alguns argumentos encontrados na literatura, os quais esclarecem as vantagens de se adotar o ensino da História das Ciências nos programas curriculares de ciências:
·         A História promove melhor compreensão dos conceitos científicos e métodos;
·         Abordagens históricas conectam o desenvolvimento do pensamento individual com o desenvolvimento das ideias científicas;
·         A História da Ciência é intrinsecamente valiosa. Episódios importantes da História da Ciência e Cultura – a revolução científica, o darwinismo, a descoberta da penicilina etc. – deveriam ser familiares a todo estudante;
·         A História é necessária para entender a natureza da ciência;
·         A História neutraliza o cientificismo e dogmatismo que são encontrados frequentemente nos manuais de ensino de ciências e nas aulas.
·         A História, pelo exame da vida e da época de pesquisadores individuais, humaniza a matéria científica, tornando-a menos abstrata e mais interessante aos alunos;
·         A História favorece conexões a serem feitas dentro de tópicos e disciplinas científicas, assim como com outras disciplinas acadêmicas;
·         A História expõe a natureza integrativa e interdependente das aquisições humanas (MATTHEWS, 1994, p. 50. Apud PRESTES e CALDEIRA, 2009).

Por outro lado, Martins e Ferreira, (ano?) relatando os resultados de pesquisa realizada por Martins, 2007, evidenciam a existência de um “abismo” entre o valor atribuído à História e Filosofia da Ciência e sua efetiva utilização, com qualidade, como conteúdo e estratégia didática nas salas de aula do Nível Médio (MARTINS, 2007).
Na sequência, as principais respostas dadas pelos professores Quando perguntados acerca das dificuldades para se trabalhar com a perspectiva histórico-filosófica no Nível Médio (em ordem decrescente de número de citações):
           ·          A falta de material didático adequado; a pouca presença desse tipo de conteúdo nos livros existentes;
           ·          O currículo escolar voltado para os exames vestibulares; os conteúdos exigidos pelas escolas;
           ·          O pouco tempo disponível para isso;
           ·          Vencer a resistência dos alunos e da própria escola, apegados ao ensino “tradicional”;
           ·          A formação dos professores; a falta de preparo do professor;
           ·          O pouco interesse dos alunos;
           ·          O planejamento e a execução das aulas em si; a possibilidade de a aula ficar “cansativa” ou “monótona”;
            ·          A falta de interesse ou vontade do professor;
           ·          O pouco hábito de leitura dos alunos; a dificuldade dos textos;
           ·          A falta de interdisciplinaridade;
           ·          O custo dos livros.
(MARTINS, 2007)

        Conclusão

O processo de ensino-aprendizagem das ciências se apresenta como um tema repleto de questionamentos, assim como demandas relacionadas a novas abordagens pedagógicas. O uso de novas tecnologias, contexto socioeconômico cultural e a busca por uma interdisciplinaridade integradora torna esse processo ainda mais complexo, tendo assim a obrigação de ser adaptável frente as exigências de cada geração a fim de facilitar o despertar para a educação científica.

        Verbetes

  §  Aprendizagem: 1. Capacidade de adquirir as habilidades necessárias para entender, interpretar e julgar o conhecimento científico; 2. Reconstruir em nível pessoal os produtos e processos culturais com o fim de se apropriar deles; 3. Exercício de comprar e diferenciar modelos, não aderir saberes absolutos e verdadeiros.
  §  Ensinar: Processo de transformação da mente de quem aprende;
  §  Ciência: 1. Processo socialmente definido de elaboração de modelos para interpretar a realidade; 2. Saber histórico e provisório.
  §  Conhecimento científico: Modelos e teorias elaboradas por cientistas para tentar dar sentido à realidade.

        Referências

BIZZO, Nélio. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo, Ática, 1999.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais 5ª a 8ªséries: Ciências Naturais. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CHALMERS, A. F. O que é Ciência, afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993.
Descrição do grupo de estudos sobre Educação Científica, Academia Brasileira de Ciências. (Acessado em 06 de fevereiro de 2014, em: http://www.abc.org.br/rubrique.php3?id_rubrique=89.)
MARTINS, A. F. P. História e filosofi a da ciência no ensino: há muitas pedras nesse caminho... Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 24, n. 1, p. 112-131, 2007.

MARTINS, André Ferrer P.; FERREIRA, Juliana Mesquita Hidalgo. A história e a filosofia da ciência no ensino de ciências. (s/d).

MATTHEWS, M. R. Science teaching: the role of History and Philosophy of Science. New York: Routledge, 1994.

PRESTES, Maria Elice Brzezinski; CALDEIRA, Ana Maria de Andrade. Introdução. A importância da história da ciência na educação científica. Filosofia e História da Biologia, v. 4, p. 1-16, 2009.
PEREIRA, Elienae Genésia Corrêa; Lucia Rodriguez de La Rocque; Helena Amaral da Fontoura. Educação ambiental e o ensino de ciências: uma proposta de ampliação da ação docente. III Encontro Nacional de Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente Niterói/RJ, 2012.

MOTIVAÇÕES E ATITUDES

Realizado pelos alunos: Felipe Ferreira, Hermógenes Francisco, Jefferson Silva, Ronaldo Gomes.

Motivação: A chave do aprendizado no ensino de ciências

Segundo Pozo, muitos professores do ensino fundamental e médio acham que a motivação dos alunos é um grande problema, pois eles não estão interessados na ciência, não querem se esforçar, nem estudar.  Em tempo, a motivação é um dos problemas mais graves do aprendizado em quase todas as áreas, não apenas em ciências.

Pozo também diz que: “Sem motivação não há aprendizagem escolar.” Já que, o aprendizado intencional, requer continuidade, prática e esforço, é necessário ter motivos para se esforçar, é necessário mobilizar-se para aprender.

A motivação não é apenas responsabilidades dos alunos, mas sim um resultado da educação que recebem, e da forma de como lhes é passado o ensino de ciências.

Ainda, de acordo com Pozo, a motivação pode ser extrínseca e intrínseca. A motivação extrínseca requer um sistema de recompensas e castigos, que são uma forma eficaz de mobilizar o aprendizado para obter certos resultados. Contudo, incentivar a aprendizagem externamente tem certas limitações, que fazem com sua eficácia diminuam. Já a motivação intrínseca, surge quando leva o aluno a esforçar-se e compreender o que estuda, pois para ele o importante é aprender e não ser aprovado.

Mas como se pode fomentar este interesse intrínseco pela ciência? Para isso, deve-se tomar como principio os interesses dos alunos, buscando uma conexão com o cotidiano deles. É preciso projetar um ensino que gere essas atitudes e os motivos.

Jefferson Rodrigues Pereira da Silva
Graduando do curso de licenciatura em ciências biológicas
(Referência Bibliográfica: A Aprendizagem e o ensino de ciências, Pozo e Gomez Crespo)



Conceitos!!!

Motivações
A passividade de nossos alunos e sua pouca disposição em ajudar e colaborar pode também ser um reflexo do próprio docente ou do meio em que esta inserida, somos espelhos para os alunos, assim um professor desmotivado e uma fonte de desmotivação para os alunos, assim como um contexto sócio-econômico desfavorável gera insumos para a falta de motivação.
Atitudes
As atitudes ao contrario dos conceitos tem uma forma mais geral, mais espalhada, portanto mais difícil de ser trabalhada, porem os resultados são mais duradouros. Não basta apenas aplicar a norma se o conteúdo não e compartilhado e absorvido por todos de nada vai adiantar, pois a norma não será aplicada (e as atitudes tornam-se perdidas).
Felipe da Silva Ferreira
Graduando do curso de licenciatura em ciências biológicas 



A Ciência pode ser divertida!

Os alunos têm uma tendência para ver a ciência como uma atividade enfadonha e impessoal desenvolvida num laboratório frio por pessoas aborrecidas vestidas de bata branca. Ciência é muito mais do que isto. É sobre compreender a natureza.
Mostrar aos alunos o lado divertido da ciência é mais fácil do que parece, só é preciso um pouco de imaginação. Pode transformar uma investigação numa competição entre os alunos, ou talvez criar um personagem divertido para o ajudar a explicar os temas mais complexos.



Torne a Ciência Simples...

A maioria dos alunos vêm a ciência como uma coisa muito difícil que apenas pessoas muito inteligentes são capazes de compreender. Esta é a razão pela qual tantos alunos se afastam da ciência. Sentem que não são inteligentes o suficiente para se tornarem cientistas ou sequer para compreenderem a ciência.
Isto acontece, em parte, devido à forma como o ensino das ciências é conduzido na maioria das escolas. Aprender ciência não é memorizar conceitos, a ciência é um processo contínuo e inacabado de descoberta do mundo. Para conseguir motiva-los para a ciência, os professores de ciência precisam de ser capazes de transmitir isto aos alunos.
Prepare investigações simples para desenvolver com a turma. Ajuste a dificuldade da atividade ao nível de conhecimento dos alunos e vá aumentado progressivamente o grau de dificuldade a partir daí. Aborde um tema de cada vez. Não vale a pena ensinar um capítulo inteiro numa aula se os alunos esquecerem tudo no dia seguinte. Não passe para a tema seguinte sem a turma ter compreendido o anterior.



Tempo para debater é importante!

O debate é uma parte muito importante do processo científico. Ao falar com os colegas acerca do trabalho que estão a desenvolver os alunos podem processar melhor a informação. O debate estimula as capacidades de comunicação dos alunos, assim como o seu espírito crítico. Para além disso debater sobre as investigações pode levar a novas investigações, uma vez que muitas vezes, uma resposta a uma questão desencadeia uma nova questão. É também uma óptima ferramenta de avaliação formativa. Ao incentivar o debate na turma os professores permitem que as ideias circulem, ajudando-os a avaliar as aprendizagens dos alunos.
Sempre que conduzir uma investigação com a turma, reserve algum tempo para debate, de preferência no início e no fim da atividade.Encoraje os alunos a partilhar com os colegas aquilo que pensam e a defender os seus pontos de vista.



Ensinar o que é de interesse dos alunos

As crianças são curiosas por natureza. E por vezes, para conseguir envolver os alunos com ciência só precisamos de usar essa curiosidade.
Os estudantes estão mais propensos a envolver-se numa atividade se a acharem interessante. Descubra o que acham interessante.
Ao escolher uma atividade para a turma pergunte-lhes a opinião. Peça aos alunos que pensem em questões para as quais eles querem saber a resposta ou prepare duas ou três atividades para explorar com a turma e de-lhes a escolher a que acham mais interessante. Deixá-los escolher ajuda-a a mantê-los concentrados durante todo a atividade e fá-los sentir que a sua opinião é importante.



Relacione as aulas com o dia-a-dia dos alunos

Quantas vezes já ouviu um aluno dizer “Para que é que estou a aprender isto? Nunca vou precisar de sabe-lo!” Muitas vezes, com certeza.
É comum os alunos sentirem que os temas que aprendem nas aulas de ciências não estão relacionados com o dia-a-dia e não têm qualquer interesse fora da sala de aula. Mostrar aos alunos a importância que a ciência tem nas nossas vidas é uma forma muito eficaz de aumentar o interesse dos alunos.
Quando estiver a fazer uma experiência com a turma ou a ensinar um conceito, tente relaciona-lo com as questões do dia-a-dia. Encoraje os alunos a pensarem como usar ciência nas suas vidas. Faça-lhes perguntas: De que são feitos os celulares? O que há na pasta de dentes? Como seriam as nossas vidas sem cientistas?




Leve o aluno para fora da sala de aula

Fazer um passeio ou conduzir uma investigação nos jardins da escola são formas muito eficazes para aumentar o interesse dos alunos pela ciência. Os jardins das escolas e os parques públicos são locais muito ricos para atividades sobre ciência com os alunos. São ecossistemas funcionais, onde podem observar os processos naturais, quer sejam biológicos, geológicos ou químicos.
Diversos estudos demostram que o contacto com a natureza tem vários benefícios para os alunos. Por um lado estes estão mais motivados para aprender quando o conteúdo é relacionado com a natureza. Por outro, aprender a comunicar com os colegas e desenvolvem capacidades de trabalho em equipa. O contacto com a natureza também tem efeitos no aproveitamento dos alunos, assim como no seu comportamento.
Além do mais, atividades no jardim da escola ou num parque público perto da escola têm poucos ou nenhuns custos para a escola. Ao contrário de visitas a museus de ciência viva, centros de educação ambiental ou jardins botânicos que são dispendiosos e cada vez mais complicados de organizar.
Pode organizar quantas saídas de estudo quiser ao jardim da escola, basta dizer ao alunos “peguem no lápis e vamos para o jardim”.



Neste link vemos algumas atitudes que os professores podem tomar para motivar seus alunos em sala de aula…

Independente da área, disciplina ou região em que ensina ou estuda, qualquer aluno precisa de motivação para que seja bem-sucedido academicamente. Além dos fatores pessoais e profissionais, os estudantes também podem contar com o papel que o educador desempenha nas suas rotinas escolares para encontrar maior determinação e manter a disciplina.

“Nada desanima mais um aluno do que um professor que entra na sala, explica um assunto rapidinho e manda fazer, durante uma ou duas aulas inteiras, os exercícios da apostila, enquanto ele fica em sua mesa corrigindo cadernos ou provas de outras turmas”
— 
Arthur Henrique Grillo Mori, estudante de 11 anos do Colégio Professor Carneiro Ribeiro, na zona sul de São Paulo

“Ao longo de minha trajetória profissional, sempre notei que a motivação do aluno está intimamente atrelada ao relacionamento interpessoal dele com o professor. Relacionamento este que deve ser respeitoso, mas não permissivo; firme, mas não rude, e que, por meio dele, o educador consiga perceber tanto as dificuldades quanto as potencialidades do aluno, estimulando-o a superá-las ou a desenvolvê-las.”
— Heliane Fernandes Rotta, administradora escolar do Sesi 085, em Piracicaba, SP

“É uma cadeia. O professor desmotivado não se mobiliza para encontrar iniciativas criativas e inovadoras dentro do contexto da Educação. Ele espera que as soluções para suas aulas apareçam prontas, como num toque de mágica, ou venham de autoridades públicas, sendo que também cabe ao professor buscar novos recursos pedagógicos e metodologias que estimulem seus alunos em seus aprendizados.”
— 
Simão de Miranda, educador e psicólogo


Especialistas em educação apontam comportamentos que o professor deve ter para estimular seus alunos durante as aulas.

A aula de campo é uma metodologia conhecida e muito utilizada pelos professores de ciências como forma de consolidar a importância do contato com a natureza no processo de ensino  aprendizagem da Educação Básica.

Aula prática de Educação Ambiental, busca motivar os alunos na preservação do meio ambiente, mostrando a importância dos ecossistemas…

Este é um artigo que procura destacar a importância da motivação nos processos de aprendizagem. o envolvimento dos alunos nas disciplinas curriculares parece variar em função de diversos fatores, individuais e de contexto, ligados à motivação… de qualquer forma, esse texto pretende apontar algumas orientações para a prática educativa.

Disponíveis em inglês, apps misturam disciplinas escolares com tecnologia

Link muito interessante dando dicas para os professores motivar seus alunos nas aulas de Ciências…

AQUISIÇÃO DE PROCEDIMENTOS

             Realizado pelos alunos: Gilvânio Oliveira e Erick Andrade.

“Aprender a aprender, e a fazer”; nesse conceito se baseia o que vamos estudar tratando da Aquisição de Procedimentos como meta essencial da educação.
Em uma sociedade em que os conhecimentos e as demandas formativas mudam com muita rapidez, é essencial que os futuros cidadãos sejam aprendizes eficazes e flexíveis, dotados de procedimentos e capacidades de aprendizagem que lhes permitam adaptar-se a essas novas demandas.
                Hoje em dia, o ensino de ciências precisa adotar  como um de seus objetivos principais a prática de ajudar os alunos a aprender e a fazer ciências.
A distinção entre “saber fazer” e a “saber dizer”, conhecimento procedimental e conhecimento declarativo, respectivamente, se baseia na ideia de que as pessoas veem o mundo de duas formas. Por um lado, sabemos dizer coisas sobre a realidade física e social; por outro, sabemos fazer coisas que afetam essas realidades. O conhecimento declarativo é facilmente verbalizado, pode ser adquirido por exposição verbal e geralmente é consciente. Por outro lado, nem sempre somos capazes de verbalizar o conhecimento procedimental, ele é adquirido mais eficazmente por meio de ação e às vezes ocorre de maneira automática, sem que sejamos conscientes dele.
Para melhor compreensão da aquisição do conhecimento procedimental, é necessário fazer uma distinção entre as quatro fases principais que vão da "técnica" à "estratégia", assim como entender os conceitos de "problema" e "exercício"; bem como recorrer a estas para a solução de tarefas que estão presentes no ensino de ciências.
O treinamento técnico é adquirido a partir da ação repetitiva de resolução de exercícios. São as duas primeiras fases:
- Declarativa ou de instrução: Proporcionar instruções detalhadas da sequência de ações que deve ser realizada;
- Automatização ou consolidação: proporcionar prática repetitiva necessária para que o aluno automatize a sequência de ações que deve realizar supervisionando sua execução.

A estratégia é essencial e a mais importante fase de treinamento para melhor compreensão do problema por parte do aluno; consiste em descobrir, analisar, escolher, compreender e refletir nos meios pelos quais chegar a uma conclusão final do problema, e como afeta a realidade cotidiana deste indivíduo. São as duas últimas fases.
- Generalização ou transferência do conhecimento: colocar o aluno para enfrentar situações cada vez mais novas e abertas de maneira que ele seja levado a tomar cada vez mais decisões;
- Transferência do controle: Promover no aluno a autonomia no planejamento, na supervisão e na avaliação da aplicação de seus procedimentos.

A função última de todo professor- e seu verdadeiro sucesso educacional- consiste em tornar-se cada vez mais desnecessário, porque o aluno vai conseguindo fazer sozinho o que antes somente conseguia fazer com a ajuda do professor. -Vygotsky (1978)

Exercício se caracteriza pela ação em que não há uma contextualização da tarefa, nem exige uma reflexão do aluno em relação ao abordado; trabalha com a repetição para alcançar uma automatização como meio de chegar à solução (por exemplo, a aplicação decorada de uma fórmula para solucionar uma equação, sem saber em qual contexto físico se aplica). O interesse passa a ser o produto final do trabalho que o aluno está realizando, uma vez que o meio para alcançar este é executado automaticamente.
Entende-se por problema a tarefa que exige do aluno uma análise contextual, por ser uma tarefa aberta, exige deste uma interpretação.  É a maneira pela qual se chega ao resultado final que interessa; como se aplica o conhecimento. Exige do aluno uma reflexão sobre o tema abordado, a partir de uma contextualização do problema. Este que permite várias vias para alcançar o resultado, e até mesmo mais de um resultado possível.
A estrutura procedimental do currículo de ciências pode ser organizada a partir de procedimentos para as atividades de aprendizagem.
1.       Aquisição da informação
2.        Interpretação da informação
3.        Análise da informação e realização de inferências
4.       Compreensão e organização conceitual da informação
5.       Comunicação da informação

Problemas - Os três tipos de problemas aqui representados têm um objetivo comum introduzir o aluno nos procedimentos para fazer ciência
·         Qualitativos- são problemas abertos, nos quais se deve predizer ou explicar um fato, analisar situações cotidianas e científicas e interpretá-las a partir dos conhecimentos pessoais e/ou do marco conceitual que a ciência proporciona.
·         Quantitativos- são problemas nos quais o aluno deve manipular dados numéricos e trabalhar com eles para chegar a uma solução, mesmo que ela possa não ser quantitativa.
·         Pequenas pesquisas- são atividades que o aluno deve desenvolver para obter respostas para um problema por meio de um trabalho prático, tanto no laboratório escolar como fora dele. Estas tarefas têm como objetivo a aproximar o aluno, mesmo que seja de uma forma muito simplificada, do trabalho científico mediante a observação e a formulação de hipóteses, ao mesmo tempo em que potencializam diversos procedimentos de trabalho.
No currículo de ciências (nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio) são enfatizados os procedimentos de fazer ciência, e não os de aprendê-la. Em outras palavras, os procedimentos estão centrados mais na metodologia da ciência do que nos processos por meio dos quais ela é aprendida. Insiste-se na aplicação de modelos, e não na geração desses modelos por partes dos alunos. Existe o risco de se interpretar que o ensino de procedimentos serve, nesta área, para “aplicar” ou “demonstrar” conhecimentos mais do que para gerá-los ou construí-los. Ao aprender ciência, os alunos devem utilizar procedimentos que estejam próximos aos que utiliza um cientista em suas pesquisas (formular e comprovar hipóteses, medir, contrastar modelos, etc.), mas também devem utilizar outros procedimentos específicos já não da ciência, mas da aprendizagem escolar, para ler e compreender os textos científicos, decodificar  gráficos, comunicar suas ideias e conhecimentos, etc. esses procedimentos gerais também devem receber um tratamento especifico no currículo de ciências caso se queira que os alunos consigam utilizá-los em seu aprendizado.

Referência:

A Aprendizagem e o Ensino de Ciências- Do Conhecimento Cotidiano ao Conhecimento Científico. POZO e CRESPO, 5ª Edição, Editora Penso. 2005, Cáp. 3.