segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MOTIVAÇÕES E ATITUDES

Realizado pelos alunos: Felipe Ferreira, Hermógenes Francisco, Jefferson Silva, Ronaldo Gomes.

Motivação: A chave do aprendizado no ensino de ciências

Segundo Pozo, muitos professores do ensino fundamental e médio acham que a motivação dos alunos é um grande problema, pois eles não estão interessados na ciência, não querem se esforçar, nem estudar.  Em tempo, a motivação é um dos problemas mais graves do aprendizado em quase todas as áreas, não apenas em ciências.

Pozo também diz que: “Sem motivação não há aprendizagem escolar.” Já que, o aprendizado intencional, requer continuidade, prática e esforço, é necessário ter motivos para se esforçar, é necessário mobilizar-se para aprender.

A motivação não é apenas responsabilidades dos alunos, mas sim um resultado da educação que recebem, e da forma de como lhes é passado o ensino de ciências.

Ainda, de acordo com Pozo, a motivação pode ser extrínseca e intrínseca. A motivação extrínseca requer um sistema de recompensas e castigos, que são uma forma eficaz de mobilizar o aprendizado para obter certos resultados. Contudo, incentivar a aprendizagem externamente tem certas limitações, que fazem com sua eficácia diminuam. Já a motivação intrínseca, surge quando leva o aluno a esforçar-se e compreender o que estuda, pois para ele o importante é aprender e não ser aprovado.

Mas como se pode fomentar este interesse intrínseco pela ciência? Para isso, deve-se tomar como principio os interesses dos alunos, buscando uma conexão com o cotidiano deles. É preciso projetar um ensino que gere essas atitudes e os motivos.

Jefferson Rodrigues Pereira da Silva
Graduando do curso de licenciatura em ciências biológicas
(Referência Bibliográfica: A Aprendizagem e o ensino de ciências, Pozo e Gomez Crespo)



Conceitos!!!

Motivações
A passividade de nossos alunos e sua pouca disposição em ajudar e colaborar pode também ser um reflexo do próprio docente ou do meio em que esta inserida, somos espelhos para os alunos, assim um professor desmotivado e uma fonte de desmotivação para os alunos, assim como um contexto sócio-econômico desfavorável gera insumos para a falta de motivação.
Atitudes
As atitudes ao contrario dos conceitos tem uma forma mais geral, mais espalhada, portanto mais difícil de ser trabalhada, porem os resultados são mais duradouros. Não basta apenas aplicar a norma se o conteúdo não e compartilhado e absorvido por todos de nada vai adiantar, pois a norma não será aplicada (e as atitudes tornam-se perdidas).
Felipe da Silva Ferreira
Graduando do curso de licenciatura em ciências biológicas 



A Ciência pode ser divertida!

Os alunos têm uma tendência para ver a ciência como uma atividade enfadonha e impessoal desenvolvida num laboratório frio por pessoas aborrecidas vestidas de bata branca. Ciência é muito mais do que isto. É sobre compreender a natureza.
Mostrar aos alunos o lado divertido da ciência é mais fácil do que parece, só é preciso um pouco de imaginação. Pode transformar uma investigação numa competição entre os alunos, ou talvez criar um personagem divertido para o ajudar a explicar os temas mais complexos.



Torne a Ciência Simples...

A maioria dos alunos vêm a ciência como uma coisa muito difícil que apenas pessoas muito inteligentes são capazes de compreender. Esta é a razão pela qual tantos alunos se afastam da ciência. Sentem que não são inteligentes o suficiente para se tornarem cientistas ou sequer para compreenderem a ciência.
Isto acontece, em parte, devido à forma como o ensino das ciências é conduzido na maioria das escolas. Aprender ciência não é memorizar conceitos, a ciência é um processo contínuo e inacabado de descoberta do mundo. Para conseguir motiva-los para a ciência, os professores de ciência precisam de ser capazes de transmitir isto aos alunos.
Prepare investigações simples para desenvolver com a turma. Ajuste a dificuldade da atividade ao nível de conhecimento dos alunos e vá aumentado progressivamente o grau de dificuldade a partir daí. Aborde um tema de cada vez. Não vale a pena ensinar um capítulo inteiro numa aula se os alunos esquecerem tudo no dia seguinte. Não passe para a tema seguinte sem a turma ter compreendido o anterior.



Tempo para debater é importante!

O debate é uma parte muito importante do processo científico. Ao falar com os colegas acerca do trabalho que estão a desenvolver os alunos podem processar melhor a informação. O debate estimula as capacidades de comunicação dos alunos, assim como o seu espírito crítico. Para além disso debater sobre as investigações pode levar a novas investigações, uma vez que muitas vezes, uma resposta a uma questão desencadeia uma nova questão. É também uma óptima ferramenta de avaliação formativa. Ao incentivar o debate na turma os professores permitem que as ideias circulem, ajudando-os a avaliar as aprendizagens dos alunos.
Sempre que conduzir uma investigação com a turma, reserve algum tempo para debate, de preferência no início e no fim da atividade.Encoraje os alunos a partilhar com os colegas aquilo que pensam e a defender os seus pontos de vista.



Ensinar o que é de interesse dos alunos

As crianças são curiosas por natureza. E por vezes, para conseguir envolver os alunos com ciência só precisamos de usar essa curiosidade.
Os estudantes estão mais propensos a envolver-se numa atividade se a acharem interessante. Descubra o que acham interessante.
Ao escolher uma atividade para a turma pergunte-lhes a opinião. Peça aos alunos que pensem em questões para as quais eles querem saber a resposta ou prepare duas ou três atividades para explorar com a turma e de-lhes a escolher a que acham mais interessante. Deixá-los escolher ajuda-a a mantê-los concentrados durante todo a atividade e fá-los sentir que a sua opinião é importante.



Relacione as aulas com o dia-a-dia dos alunos

Quantas vezes já ouviu um aluno dizer “Para que é que estou a aprender isto? Nunca vou precisar de sabe-lo!” Muitas vezes, com certeza.
É comum os alunos sentirem que os temas que aprendem nas aulas de ciências não estão relacionados com o dia-a-dia e não têm qualquer interesse fora da sala de aula. Mostrar aos alunos a importância que a ciência tem nas nossas vidas é uma forma muito eficaz de aumentar o interesse dos alunos.
Quando estiver a fazer uma experiência com a turma ou a ensinar um conceito, tente relaciona-lo com as questões do dia-a-dia. Encoraje os alunos a pensarem como usar ciência nas suas vidas. Faça-lhes perguntas: De que são feitos os celulares? O que há na pasta de dentes? Como seriam as nossas vidas sem cientistas?




Leve o aluno para fora da sala de aula

Fazer um passeio ou conduzir uma investigação nos jardins da escola são formas muito eficazes para aumentar o interesse dos alunos pela ciência. Os jardins das escolas e os parques públicos são locais muito ricos para atividades sobre ciência com os alunos. São ecossistemas funcionais, onde podem observar os processos naturais, quer sejam biológicos, geológicos ou químicos.
Diversos estudos demostram que o contacto com a natureza tem vários benefícios para os alunos. Por um lado estes estão mais motivados para aprender quando o conteúdo é relacionado com a natureza. Por outro, aprender a comunicar com os colegas e desenvolvem capacidades de trabalho em equipa. O contacto com a natureza também tem efeitos no aproveitamento dos alunos, assim como no seu comportamento.
Além do mais, atividades no jardim da escola ou num parque público perto da escola têm poucos ou nenhuns custos para a escola. Ao contrário de visitas a museus de ciência viva, centros de educação ambiental ou jardins botânicos que são dispendiosos e cada vez mais complicados de organizar.
Pode organizar quantas saídas de estudo quiser ao jardim da escola, basta dizer ao alunos “peguem no lápis e vamos para o jardim”.



Neste link vemos algumas atitudes que os professores podem tomar para motivar seus alunos em sala de aula…

Independente da área, disciplina ou região em que ensina ou estuda, qualquer aluno precisa de motivação para que seja bem-sucedido academicamente. Além dos fatores pessoais e profissionais, os estudantes também podem contar com o papel que o educador desempenha nas suas rotinas escolares para encontrar maior determinação e manter a disciplina.

“Nada desanima mais um aluno do que um professor que entra na sala, explica um assunto rapidinho e manda fazer, durante uma ou duas aulas inteiras, os exercícios da apostila, enquanto ele fica em sua mesa corrigindo cadernos ou provas de outras turmas”
— 
Arthur Henrique Grillo Mori, estudante de 11 anos do Colégio Professor Carneiro Ribeiro, na zona sul de São Paulo

“Ao longo de minha trajetória profissional, sempre notei que a motivação do aluno está intimamente atrelada ao relacionamento interpessoal dele com o professor. Relacionamento este que deve ser respeitoso, mas não permissivo; firme, mas não rude, e que, por meio dele, o educador consiga perceber tanto as dificuldades quanto as potencialidades do aluno, estimulando-o a superá-las ou a desenvolvê-las.”
— Heliane Fernandes Rotta, administradora escolar do Sesi 085, em Piracicaba, SP

“É uma cadeia. O professor desmotivado não se mobiliza para encontrar iniciativas criativas e inovadoras dentro do contexto da Educação. Ele espera que as soluções para suas aulas apareçam prontas, como num toque de mágica, ou venham de autoridades públicas, sendo que também cabe ao professor buscar novos recursos pedagógicos e metodologias que estimulem seus alunos em seus aprendizados.”
— 
Simão de Miranda, educador e psicólogo


Especialistas em educação apontam comportamentos que o professor deve ter para estimular seus alunos durante as aulas.

A aula de campo é uma metodologia conhecida e muito utilizada pelos professores de ciências como forma de consolidar a importância do contato com a natureza no processo de ensino  aprendizagem da Educação Básica.

Aula prática de Educação Ambiental, busca motivar os alunos na preservação do meio ambiente, mostrando a importância dos ecossistemas…

Este é um artigo que procura destacar a importância da motivação nos processos de aprendizagem. o envolvimento dos alunos nas disciplinas curriculares parece variar em função de diversos fatores, individuais e de contexto, ligados à motivação… de qualquer forma, esse texto pretende apontar algumas orientações para a prática educativa.

Disponíveis em inglês, apps misturam disciplinas escolares com tecnologia

Link muito interessante dando dicas para os professores motivar seus alunos nas aulas de Ciências…

Nenhum comentário:

Postar um comentário