segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

     Realizado pelos alunos: Marcelo Santino, Maria Luiza Cabral, Maria Taciana Ralph, Tiago Alves, Wilma Oliveira.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL (EA)- no cenário internacional e nacional a partir da década de 80 houve um crescente aumento da preocupação com o meio ambiente, devido ao desenvolvimento desenfreado das grandes nações à custa da deterioração dos recursos providos pelo meio ambiente. Então, no contexto brasileiro, em 1981 foi instituída a Política Nacional de Meio Ambiente afirmando a necessidade de promover Educação Ambiental. Assim, surge a EA como um processo educativo, estabelecido politicamente, que conduz a construção de valores éticos e sua prática para a transformação da relação entre a sociedade e o meio ambiente. Em EA, é fundamental que a cooperação, responsabilidade, solidariedade, espírito crítico e a valorização do conhecimento sejam levados em consideração, podendo ser trabalhados em diferentes grupos, como famílias, escolas, bairros, igrejas etc.
Na EA, os valores que cada pessoa tem precisam ser avaliados porque os valores guiam a ação e demandam esforços direcionados para uma meta. Os valores tornam-se claros nas discussões, nas controvérsias e nos debates. É por isso que esses elementos são muito importantes nos trabalhos de EA. O diálogo não é um mero debate ou uma mera discussão, na verdade, o diálogo possibilita ampliar o conhecimento e novas visões do mundo de todos os envolvidos, permitindo uma análise crítica da forma de pensar, sentir e agir de todos os interlocutores.
A partir das discussões e debates, o indivíduo e o coletivo tomam consciência da situação do meio ambiente e desenvolvem habilidades para intervir de modo qualificado na gestão do mesmo para então usufruir de seus recursos de maneira sustentável, ou seja, garantindo o seu uso também pelas futuras gerações. As habilidades garantem a tomada de decisões e atuação na realidade socioambiental, com um comprometimento com a vida e o bem estar de cada um e da sociedade, tanto a nível global como local.
Quanto ao tipo de EA, esta pode ser do tipo formal ou escolar a qual se realiza na rede de ensino, através da atuação curricular, tendo como referência pedagógica os Parâmetros Curriculares Nacionais do MEC e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), tanto no planejamento quanto na execução de currículos. Esse tipo de formação foi a proposta surgida inicialmente para educação ambiental.
Por outro lado, a educação ambiental informal atua principalmente através de campanhas populares que tem como objetivos a geração de atos e atitudes que levem ao conhecimento e compreensão dos problemas ambientais e a consequente sensibilização pública para a conservação dos recursos naturais, bem como prevenção de riscos de acidentes ambientais e correção de processos degenerativos da qualidade de vida na terra (poluições do ar e da água, enchentes, chuvas ácidas, aumentos e temperatura ambiente etc.).
A educação ambiental pode ser classificada de várias formas, levando em consideração determinadas categorizações. A canadense Lucy Sauvé (1997) foi responsável por discutir algumas classificações, que podem ser complementares entre si, por serem etapas do próprio processo de Educação Ambiental. São elas:

1 - Educação sobre o meio ambiente: A partir da transmissão de fatos, conteúdos e conceitos, são adquiridos conhecimentos referentes à interação com o ambiente, onde o meio ambiente se torna um objeto de aprendizado;
2 - Educação no meio ambiente: É uma estratégia pedagógica onde o conhecimento é obtido a partir do contato com a natureza, muitas vezes ao redor da escola ou comunidade. Neste caso, o meio ambiente provê o aprendizado experimental, tornando-se um meio de aprendizado;
3 - Educação para o meio ambiente: processo através do qual se busca o engajamento ativo do educando que aprende a resolver e prevenir os problemas ambientais. O meio ambiente se torna uma meta do aprendizado.

Algumas expressões que ajudam a entendermos um pouco mais as diferentes correntes que existem no interior dos movimentos ambientalistas:
Conservacionismo- É uma corrente ideológica do fim do século XIX, surgida nos Estados Unidos e que apresenta um posicionamento contra o desenvolvimentismo que é uma concepção que defende o crescimento econômico a qualquer custo. Contempla o uso racional e sustentável fazendo-o integrante deste processo. O desenvolvimento sustentável trata-se de um desenvolvimento econômico que satisfaz as necessidades humanas de recursos e minimiza seu impacto sobre a diversidade biológica e sociocultural. Para que este desenvolvimento sustentável ocorra foi preciso estabelecer leis regulamentando as atividades que afetam diretamente as espécies e os ecossistemas limitando o uso dos recursos naturais de forma que estes possam ser preservados. Outra corrente ideológica que é bastante confundida com a conservação é o
Preservacionismo que aborda a proteção da natureza independentemente do valor econômico. Possui um caráter explicitamente protetor, propondo a criação de áreas intocadas pelo homem, portanto não tendo interferência humana e sendo proibido o consumo ou a exploração dos recursos.
Meio Ambiente- Segundo a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química, biológica, social, cultural e urbanística, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Meio ambiente pode ser definido também como um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a vegetação, animais, micro-organismos, solo, água, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. Meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos  como ar, água e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo. Ecologicamente, o meio ambiente é entendido como um quadro animado ou inanimado em que se desenvolve a vida de um organismo. Apresenta uma série de fatores que atuam a partir do exterior e produzem determinados efeitos sobre o mencionado organismo.
Os conceitos anteriores tratam-se de conceitos restritos ao meio ambiente natural, sendo inadequados, pois não abrangem de maneira ampla todos os bens jurídicos protegidos. O conceito de meio ambiente deve ser globalizante, “abrangente de toda a natureza, o artificial e original, bem como os bens culturais correlatos, compreendendo, portanto, o solo, a água, o ar, a flora, as belezas naturais, o patrimônio histórico, artístico, turístico, paisagístico e arquitetônico”.
Dessa forma, o conceito de meio ambiente compreende três aspectos, quais sejam: Meio ambiente natural, ou físico, constituído pelo solo, a água, o ar atmosférico, a flora; enfim, pela interação dos seres vivos e seu meio, onde se dá a correlação recíproca entre as espécies e as relações destas com o ambiente físico que ocupam; Meio ambiente artificial, constituído pelo espaço urbano construído; Meio ambiente cultural, integrado pelo patrimônio histórico, artístico, arqueológico, paisagístico, turístico, que, embora artificial, difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou (SILVA, 2004, p. 21).
O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, processo dinâmico em permanente construção, considera que a educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como harmonia entre os seres humanos e destes com outras formas de vida. Considera ainda que a EA deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente, tais como população, saúde, paz, direitos humanos, democracia, fome, degradação da flora e fauna, devem se abordados dessa maneira.
Esse Tratado faz referência a sociedades que podem de alguma forma melhorar suas relações com a natureza, firma responsabilidade com todas as pessoas de todas as partes do mundo, comprometidos com a proteção da vida na Terra.  A Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável, e deixa claro em um de seus objetivos que devem-se construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
Para mais informações acesse:

BIBLIOGRAFIA
Conferência Intergovernamental de Tbilisi. 14 a 26 de outubro de 1977 / Geórgia, Ex-URSS
Conferência Sub-regional de Educação Ambiental para a Educação Secundária. 1976 / Chosica - Peru
LAYRARGUES, P.P. A crise ambiental e suas implicações na educação. In: QUINTAS, J.S. (Org.) Pensando e praticando a educação ambiental na gestão do meio ambiente. 2a edição. Brasília: IBAMA. 2002
Ministério Da Educação - Conselho Nacional De Educação Conselho Pleno. Resolução CNE/CEB nº 02/12 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, Art. 2°
Ministério da Educação - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). Educação Ambiental: aprendizes da sustentabilidade. Brasília. 2007
Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental. Departamento de Educação Ambiental. Os diferentes Matrizes da educação ambiental no Brasil: 1997-2007. Brasília: MMA. 2008.
MOUSINHO, P. Glossário. In: Trigueiro, A. (Coord.) Meio ambiente no século 21.Rio de Janeiro: Sextante. 2003.
PINHEIRO, José Ivam (Org). Proposta de Educação Ambiental e estudos de Percepção Ambiental na Gestão do Recurso Hídrico. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do Norte − Programa de Pós – Graduação em Engenharia de Produção, 2002.
PRIMACK, R. B.; RODRIGUES, E. Biologia da conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001.
Política Nacional de Educação Ambiental - Lei nº 9795/1999, Art 1º.
SORRENTINO, M. et al. Educação ambiental como política pública. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 2, 2005
QUINTAS, J. S., Salto para o Futuro, 2008.
TREIN, E., Salto para o Futuro, 2008.
http://www.significados.com.br/meio-ambiente/ Data de acesso: 04/01/2013;

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